Iago G. Ladeira
Livro:  Crepúsculo 
Página 22/23 
Foi ali, sentada no refeitório, tentando conversar com sete estranhos curiosos, que eu os vi pela primeira vez.
Estavam sentados no canto do refeitório, à maior distância possível de onde eu me encontrava no salão comprido. Eram cinco. Não estavam conversando e não comiam, embora cada um deles tivesse uma bandeja cheia e intocada diante de si. Não me encaravam, ao contrário da maioria dos outros alunos, por isso era seguro observá-los sem temer encontrar um par de olhos excessivamente interessados. Mas não foi nada disso que atraiu e prendeu minha atenção.
Eles não eram nada parecidos. Dos três meninos, um era grandalhão — musculoso como um halterofilista inveterado, com cabelo escuro e crespo. Outro era mais alto, mais magro, mas ainda assim musculoso, e tinha cabelo louro cor de mel. O último era esguio, menos forte, com um cabelo desalinhado cor de bronze. Era mais juvenil do que os outros, que pareciam poder estar na faculdade ou até ser professores daqui, em vez de alunos.
As meninas eram o contrário. A alta era escultural. Linda, do tipo que se via na capa da edição de trajes de banho da Sports Illustrated, do tipo que fazia toda garota perto dela sentir um golpe na auto-estima só por estar no mesmo ambiente. O cabelo era dourado, caindo delicadamente em ondas até o meio das costas. A menina baixa parecia uma fada, extremamente magra, com feições miúdas. O cabelo era de um preto intenso, curto, picotado e desfiado para todas as direções.
E, no entanto, todos eram de alguma forma parecidos. Cada um deles era pálido como giz, os alunos mais brancos que viviam nesta cidade sem sol. Mais brancos do que eu, a albina. Todos tinham olhos muito escuros, apesar da variação de cor dos cabelos. Também tinham olheiras — arroxeadas, em tons de hematoma. Como se tivessem passado uma noite insone, ou estivessem se recuperando de um nariz quebrado. Mas os narizes, todos os seus traços, eram retos, perfeitos, angulosos.
Mas não era por nada disso que eu não conseguia desgrudar os olhos deles.
Fiquei olhando porque seus rostos, tão diferentes, tão parecidos, eram completa, arrasadora e inumanamente lindos. Eram rostos que não se esperava ver a não ser talvez nas páginas reluzentes de uma revista de moda. Ou pintados por um antigo mestre como a face de um anjo. Era difícil decidir quem era o mais bonito — talvez a loura perfeita, ou o garoto de cabelo cor de bronze.
Todos pareciam distantes — distantes de cada um ali, distantes dos outros alunos, distantes de qualquer coisa em particular

— Quem são eles? — perguntei à garota da minha turma de espanhol, cujo nome eu esquecera

Livro:  Crepúsculo 

Página 22/23 

Foi ali, sentada no refeitório, tentando conversar com sete estranhos curiosos, que eu os vi pela primeira vez.

Estavam sentados no canto do refeitório, à maior distância possível de onde eu me encontrava no salão comprido. Eram cinco. Não estavam conversando e não comiam, embora cada um deles tivesse uma bandeja cheia e intocada diante de si. Não me encaravam, ao contrário da maioria dos outros alunos, por isso era seguro observá-los sem temer encontrar um par de olhos excessivamente interessados. Mas não foi nada disso que atraiu e prendeu minha atenção.

Eles não eram nada parecidos. Dos três meninos, um era grandalhão — musculoso como um halterofilista inveterado, com cabelo escuro e crespo. Outro era mais alto, mais magro, mas ainda assim musculoso, e tinha cabelo louro cor de mel. O último era esguio, menos forte, com um cabelo desalinhado cor de bronze. Era mais juvenil do que os outros, que pareciam poder estar na faculdade ou até ser professores daqui, em vez de alunos.

As meninas eram o contrário. A alta era escultural. Linda, do tipo que se via na capa da edição de trajes de banho da Sports Illustrated, do tipo que fazia toda garota perto dela sentir um golpe na auto-estima só por estar no mesmo ambiente. O cabelo era dourado, caindo delicadamente em ondas até o meio das costas. A menina baixa parecia uma fada, extremamente magra, com feições miúdas. O cabelo era de um preto intenso, curto, picotado e desfiado para todas as direções.

E, no entanto, todos eram de alguma forma parecidos. Cada um deles era pálido como giz, os alunos mais brancos que viviam nesta cidade sem sol. Mais brancos do que eu, a albina. Todos tinham olhos muito escuros, apesar da variação de cor dos cabelos. Também tinham olheiras — arroxeadas, em tons de hematoma. Como se tivessem passado uma noite insone, ou estivessem se recuperando de um nariz quebrado. Mas os narizes, todos os seus traços, eram retos, perfeitos, angulosos.

Mas não era por nada disso que eu não conseguia desgrudar os olhos deles.

Fiquei olhando porque seus rostos, tão diferentes, tão parecidos, eram completa, arrasadora e inumanamente lindos. Eram rostos que não se esperava ver a não ser talvez nas páginas reluzentes de uma revista de moda. Ou pintados por um antigo mestre como a face de um anjo. Era difícil decidir quem era o mais bonito — talvez a loura perfeita, ou o garoto de cabelo cor de bronze.

Todos pareciam distantes — distantes de cada um ali, distantes dos outros alunos, distantes de qualquer coisa em particular

— Quem são eles? — perguntei à garota da minha turma de espanhol, cujo nome eu esquecera


– Sob esta máscara, há mais do que carne.

Sob esta máscara, há uma idéia, Sr. Creedy.

E idéias não a prova de balas 


– Sob esta máscara, há mais do que carne.

Sob esta máscara, há uma idéia, Sr. Creedy.

E idéias não a prova de balas 

-Posso perguntar, Lúcia, filha de Eva, como veio parar aqui em Nárnia?-Nárnia?Que é isso?-Aqui é a terra de Nárnia: tudo que está entre o lampião e o grande castelo de Cair Paravel, nos mares orientais. Você veio dos bosques do Ocidente?-Eu entrei pelo guarda-roupa da sala vazia…

-Posso perguntar, Lúcia, filha de Eva, como veio parar aqui em Nárnia?
-Nárnia?Que é isso?
-Aqui é a terra de Nárnia: tudo que está entre o lampião e o grande castelo de Cair Paravel, nos mares orientais. Você veio dos bosques do Ocidente?
-Eu entrei pelo guarda-roupa da sala vazia…

O Conto dos Três Irmãos

Era uma vez três irmãos que estavam viajando por uma estrada deserta e tortuosa ao anoitecer.
Depois de algum tempo, os irmãos chegaram a um rio fundo demais para vadear e perigoso demais para atravessar a nado. Os irmãos, porém, eram versados em magia, então simplesmente agitaram as mãos e fizeram aparecer uma ponte sobre as águas traiçoeiras. Já estavam na metade da travessia quando viram o caminho bloqueado por um vulto encapuzado.
E a morte falou. Estava zangada por terem lhe roubado três vítimas, porque o normal era os viajantes se afogarem no rio. Mas a morte foi astuta. Fingiu cumprimentar os três irmãos por sua magia, e disse que cada um ganharia um prêmio por ter sido inteligente o bastante para lhe escapar.
Então, o irmão mais velho, que era um homem combativo, pediu a varinha mais poderosa que existisse: uma varinha que sempre vencesse os duelos para seu dono, uma varinha digna de um bruxo que derrotara a Morte! Ela atravessou a ponte e se dirigiu a um vetusto sabugueiro na margem do rio, fabricou uma varinha de um galho da árvore e entregou-a ao irmão mais velho.
Então, o segundo irmão, que era um homem arrogante, resolveu humilhar ainda mais a Morte e pediu o poder de restituir a vida aos que ela levara. Então a Morte apanhou uma pedra da margem do rio e entregou-a ao segundo irmão, dizendo-lhe que a pedra tinha o poder de ressuscitar os mortos.
Então, a Morte perguntou ao terceiro e mais moço dos irmãos o que queria. O mais moço era o mais humilde e também o mais sábio dos irmãos, e não confiou na Morte. Pediu, então, algo que lhe permitisse sair daquele lugar sem ser seguido por ela. E a Morte, de má vontade, lhe entregou a própria Capa da Invisibilidade.
Então, a Morte se afastou para um lado e deixou os três irmãos continuarem a viagem e foi o que eles fizeram, comentando, assombrados, a aventura que tinham vivido e admirando os presentes da Morte.
No devido tempo, os irmãos se separaram, cada um tomou um destino diferente.
O primeiro irmão viajou uma semana ou mais e, ao chegar a uma aldeia distante, procurou um colega bruxo com quem tivera uma briga. Armado com a varinha de sabugueiro, a Varinha das Varinhas, ele não poderia deixar de vencer o duelo que se seguiu. Deixando o inimigo morto no chão, o irmão mais velho dirigiu-se a uma estalagem, onde se gabou, em altas vozes, da poderosa varinha que arrebatara da própria Morte, e de que a arma o tornava invencível.
Na mesma noite, outro bruxo aproximou-se sorrateiramente do irmão mais velho enquanto dormia em sua cama, embriagado pelo vinho. O ladrão levou a varinha e, para se garantir, cortou a garganta do irmão mais velho.
Assim, a Morte levou o primeiro irmão.
Entrementes, o segundo irmão viajou para a própria casa, onde vivia sozinho. Ali, tomou a pedra que tinha o poder de ressuscitar os mortos e virou-a três vezes na mão. Para sua surpresa e alegria, a figura de uma moça que tivera esperança de desposar antes de sua morte precoce surgiu instantaneamente diante dele.
Contudo, ela estava triste e fria, como que separada dele por um véu. Embora tivesse retornado ao mundo dos mortais, seu lugar não era ali, e ela sofria. Diante disso, o segundo irmão, enlouquecido pelo desesperado desejo, matou-se para poder verdadeiramente se unir a ela.
Então, a Morte levou o segundo irmão.
Embora a Morte procurasse o terceiro irmão durante muitos anos, jamais conseguiu encontrá-lo. Somente quando atingiu uma idade avançada foi que o irmão mais moço despiu a Capa da Invisibilidade e deu-a de presente ao filho. Acolheu, então, a Morte como uma velha amiga e acompanhou-a de bom grado, e, iguais, partiram desta vida.

O Conto dos Três Irmãos

Era uma vez três irmãos que estavam viajando por uma estrada deserta e tortuosa ao anoitecer.

Depois de algum tempo, os irmãos chegaram a um rio fundo demais para vadear e perigoso demais para atravessar a nado. Os irmãos, porém, eram versados em magia, então simplesmente agitaram as mãos e fizeram aparecer uma ponte sobre as águas traiçoeiras. Já estavam na metade da travessia quando viram o caminho bloqueado por um vulto encapuzado.

E a morte falou. Estava zangada por terem lhe roubado três vítimas, porque o normal era os viajantes se afogarem no rio. Mas a morte foi astuta. Fingiu cumprimentar os três irmãos por sua magia, e disse que cada um ganharia um prêmio por ter sido inteligente o bastante para lhe escapar.

Então, o irmão mais velho, que era um homem combativo, pediu a varinha mais poderosa que existisse: uma varinha que sempre vencesse os duelos para seu dono, uma varinha digna de um bruxo que derrotara a Morte! Ela atravessou a ponte e se dirigiu a um vetusto sabugueiro na margem do rio, fabricou uma varinha de um galho da árvore e entregou-a ao irmão mais velho.

Então, o segundo irmão, que era um homem arrogante, resolveu humilhar ainda mais a Morte e pediu o poder de restituir a vida aos que ela levara. Então a Morte apanhou uma pedra da margem do rio e entregou-a ao segundo irmão, dizendo-lhe que a pedra tinha o poder de ressuscitar os mortos.

Então, a Morte perguntou ao terceiro e mais moço dos irmãos o que queria. O mais moço era o mais humilde e também o mais sábio dos irmãos, e não confiou na Morte. Pediu, então, algo que lhe permitisse sair daquele lugar sem ser seguido por ela. E a Morte, de má vontade, lhe entregou a própria Capa da Invisibilidade.

Então, a Morte se afastou para um lado e deixou os três irmãos continuarem a viagem e foi o que eles fizeram, comentando, assombrados, a aventura que tinham vivido e admirando os presentes da Morte.

No devido tempo, os irmãos se separaram, cada um tomou um destino diferente.

O primeiro irmão viajou uma semana ou mais e, ao chegar a uma aldeia distante, procurou um colega bruxo com quem tivera uma briga. Armado com a varinha de sabugueiro, a Varinha das Varinhas, ele não poderia deixar de vencer o duelo que se seguiu. Deixando o inimigo morto no chão, o irmão mais velho dirigiu-se a uma estalagem, onde se gabou, em altas vozes, da poderosa varinha que arrebatara da própria Morte, e de que a arma o tornava invencível.

Na mesma noite, outro bruxo aproximou-se sorrateiramente do irmão mais velho enquanto dormia em sua cama, embriagado pelo vinho. O ladrão levou a varinha e, para se garantir, cortou a garganta do irmão mais velho.

Assim, a Morte levou o primeiro irmão.

Entrementes, o segundo irmão viajou para a própria casa, onde vivia sozinho. Ali, tomou a pedra que tinha o poder de ressuscitar os mortos e virou-a três vezes na mão. Para sua surpresa e alegria, a figura de uma moça que tivera esperança de desposar antes de sua morte precoce surgiu instantaneamente diante dele.

Contudo, ela estava triste e fria, como que separada dele por um véu. Embora tivesse retornado ao mundo dos mortais, seu lugar não era ali, e ela sofria. Diante disso, o segundo irmão, enlouquecido pelo desesperado desejo, matou-se para poder verdadeiramente se unir a ela.

Então, a Morte levou o segundo irmão.

Embora a Morte procurasse o terceiro irmão durante muitos anos, jamais conseguiu encontrá-lo. Somente quando atingiu uma idade avançada foi que o irmão mais moço despiu a Capa da Invisibilidade e deu-a de presente ao filho. Acolheu, então, a Morte como uma velha amiga e acompanhou-a de bom grado, e, iguais, partiram desta vida.

Segue a baixo algumas frases de um ótimo livro:
 
“ʘ Último Reino”   Bernard Cornwell


O que ele havia jogado no caminho era a cabeça de meu irmão. Ela foi trazida ao meu pai, que ficou olhando-a por longo tempo, mas não traiu qualquer sentimento. Não chorou, não fez careta, não fez muxoxo, apenas olhou para a cabeça do filho mais velho e em seguida para mim.
– De hoje em diante seu nome é Uhtred  – disse ele
E foi assim que ganhei meu nome




– Sabe quem vence as batalhas, garoto?
–Nós, pai.
–O lado que estiver menos bêbado  – disse ele, e depois de uma pausa:
– Mas estar bêbado ajuda.



Uma vez perguntei a um bispo se havia alguma mulher no céu.
– Claro que há, meu senhor –– respondeu ele, feliz por eu estar me interessando pela doutrina.   – Muitos dos santos mais abençoados são mulheres
– Quero dizer mulheres que possam fornicar, bispo.
Ele disse que rezaria por mim. Talvez tenha rezado,

Porque o destino é tudo

Segue a baixo algumas frases de um ótimo livro:

 

“ʘ Último Reino”   Bernard Cornwell

O que ele havia jogado no caminho era a cabeça de meu irmão. Ela foi trazida ao meu pai, que ficou olhando-a por longo tempo, mas não traiu qualquer sentimento. Não chorou, não fez careta, não fez muxoxo, apenas olhou para a cabeça do filho mais velho e em seguida para mim.

– De hoje em diante seu nome é Uhtred  – disse ele

E foi assim que ganhei meu nome

– Sabe quem vence as batalhas, garoto?

–Nós, pai.

–O lado que estiver menos bêbado  – disse ele, e depois de uma pausa:

– Mas estar bêbado ajuda.

Uma vez perguntei a um bispo se havia alguma mulher no céu.

– Claro que há, meu senhor –– respondeu ele, feliz por eu estar me interessando pela doutrina.   – Muitos dos santos mais abençoados são mulheres

– Quero dizer mulheres que possam fornicar, bispo.

Ele disse que rezaria por mim. Talvez tenha rezado,

Porque o destino é tudo

“Harry Potter e a Ordem da Fênix “
– Capitulo trinta e seis –
“O único a quem ele temeu na vida”


– Potter, vou lhe dar uma única chance! – gritou Belatriz. Me entregue a profecia,faça-a rolar pelo chão na minha direção, e talvez eu lhe poupe a vida!
– Bom você vai ter que me matar, porque ela não existe mais!  –urrou Harry e, ao fazer isso, a dor queimou sua cicatriz; mais uma vez ela ardia como se estivesse em fogo, e o garoto sentiu um ímpeto de fúria completamente divorciado de sua própria raiva. – E ele já sabe!        – disse Harry, com uma risada desvairada que se igualava à de Belatriz.
– Seu velho e amado companheiro Voldemort sabe que não existe mais! Ele não vai ficar nada satisfeito com você, vai?
– Quê? Que é que você quer dizer?  – exclamou ela, e pela primeira vez havia medo em sua voz.
– A profecia se quebrou quando eu estava tentando subir os degraus com Neveville. Então, que é que você acha que Voldemort vai dizer disso?
                Sua cicatriz ficou em brasa e queimou…. a dor fez seus olhos lagrimejarem…..
                –MENTIROSO!  – gritou Belatriz, mas ele percebia o terror por trás da raiva agora.
                –ESTÁ COM A PROFECIA, POTTER, E VAI ME ENTREGÁ-LA! Accio Profecia! ACCIO PROFECIA!
                Harry soltou outra risada porque sabia que isso a irritaria, a dor aumentava em sua cabeça com tal intensidade que ele achou que seu crânio poderia estourar. Ele acenou a mão vazia por traz do duende de uma orelha só e retirou-a  rapidamente quando Belatriz lançou mais um jato de luz verde contra ele.
                – Não tem nada aqui! – gritou ele. – Nada para convocar! Ela quebrou e ninguém ouviu o que disse, pode informar ao seu chefe!
                – Não!   – ela gritou. – Não é verdade, você está  mentindo!
MILORDE, EU TENTEI, EU TEITEI….NÃO ME CASTIGUE….
                – Não perca seu fôlego!  – berrou Harry, os olhos apertados com a dor na cicatriz, agora mais terrível que nunca. – Ele não pode ouvir vc daqui!
                –Não posso,  Potter? – disse uma voz aguda e fria. 

“Harry Potter e a Ordem da Fênix “

– Capitulo trinta e seis –

“O único a quem ele temeu na vida”

– Potter, vou lhe dar uma única chance! – gritou Belatriz. Me entregue a profecia,faça-a rolar pelo chão na minha direção, e talvez eu lhe poupe a vida!

– Bom você vai ter que me matar, porque ela não existe mais!  –urrou Harry e, ao fazer isso, a dor queimou sua cicatriz; mais uma vez ela ardia como se estivesse em fogo, e o garoto sentiu um ímpeto de fúria completamente divorciado de sua própria raiva. – E ele já sabe!        – disse Harry, com uma risada desvairada que se igualava à de Belatriz.

– Seu velho e amado companheiro Voldemort sabe que não existe mais! Ele não vai ficar nada satisfeito com você, vai?

– Quê? Que é que você quer dizer?  – exclamou ela, e pela primeira vez havia medo em sua voz.

– A profecia se quebrou quando eu estava tentando subir os degraus com Neveville. Então, que é que você acha que Voldemort vai dizer disso?

                Sua cicatriz ficou em brasa e queimou…. a dor fez seus olhos lagrimejarem…..

                –MENTIROSO!  – gritou Belatriz, mas ele percebia o terror por trás da raiva agora.

                –ESTÁ COM A PROFECIA, POTTER, E VAI ME ENTREGÁ-LA! Accio Profecia! ACCIO PROFECIA!

                Harry soltou outra risada porque sabia que isso a irritaria, a dor aumentava em sua cabeça com tal intensidade que ele achou que seu crânio poderia estourar. Ele acenou a mão vazia por traz do duende de uma orelha só e retirou-a  rapidamente quando Belatriz lançou mais um jato de luz verde contra ele.

                – Não tem nada aqui! – gritou ele. – Nada para convocar! Ela quebrou e ninguém ouviu o que disse, pode informar ao seu chefe!

                – Não!   – ela gritou. – Não é verdade, você está  mentindo!

MILORDE, EU TENTEI, EU TEITEI….NÃO ME CASTIGUE….

                – Não perca seu fôlego!  – berrou Harry, os olhos apertados com a dor na cicatriz, agora mais terrível que nunca. – Ele não pode ouvir vc daqui!

                –Não posso,  Potter? – disse uma voz aguda e fria.